A cultura de cânhamo de George Washington

julho 28th, 2009 by vadept

Este texto é uma tradução do apêndice Aleph, o primeiro apêndice do livro Illuminatus Trilogy, escrito por Robert Anton Wilson.

Muitos leitores irão assumir que este livro é composto por nada mais que ficção e fantasia, mas na verdade, como a maior parte dos tomos históricos, ele inclui esses elementos (como fazem as obras de Gibbon , Toynbee, Wells, Beard, Spengler, Marx, Yerby, Kathleen Windsor, Arthur Schlesinger, Jr., Moisés, et. Al.), mas ele também contém tantos fatos documentados quantos não entrem em sério conflito com os preconceitos dos autores. A cultura de cânhamo de Washington, por exemplo, é mencionada várias vezes em Writings of Washington, U.S. Government Printing Office, 1931. Aqui estão algumas das citações:

Volume 31, p. 389: Outubro de 1791, carta de Mount Vernon para Alexander Hamilton, Secretário do Tesouro: “… Até onde seria adequado, você acredita, sugerir a política de incentivo ao crescimento de algodão e de cânhamo em tais partes dos Estados Unidos que estão adaptadas à cultura desses artigos? “

Nos próximos três anos, Washington aparentemente resolveu o assunto em sua mente, qualquer que seja o pensamento de Hamilton sobre “adequação“. Volume 33, página-279, o encontra escrevendo da Filadélfia para o seu jardineiro em Mount Vernon para “fazer o máximo que você puder das sementes de Cânhamo da Índia” e de “plantá-la em todos os lugares.” Sendo ainda mais entusiástico, na página 384 ele escreve para um não identificado “meu querido médico,” dizendo, “Eu agradeço-lhe tanto pelas sementes como pelos folhetos os quais você teve a bondade de me dirigir. A preparação artificial do Cânhamo da Silésia é realmente uma curiosidade…” e na página 469 novamente ele lembra o jardineiro sobre as sementes de Cânhamo da Índia: “[Eu] desejo que as sementes devam ser guardadas na época devida e com tão pouca perda quanto possível.”

No próximo ano ele estava ainda mais preocupado com que as sementes fossem salvas e as culturas replantadas. Volume 34, página 146, encontra-o escrevendo (15 de março de 1795) para o jardineiro novamente: “presumindo que você salvou todas as sementes que você poderia do cânhamo da Índia, faça-o ser cuidadosamente semeado novamente, com a finalidade de gerar um estoque completo de sementes.”

Volume 34, página 72, carta sem data da Primavera de 1796, mostra que os anos não diminuíram essa paixão, ele escreve novamente ao jardineiro: “O que foi feito com as sementes guardadas do Cânhamo da Índia no verão passado? Elas devem, todas elas , serem plantadas de novo, para que não só um estoque suficiente de sementes para os meus próprios propósitos devam ser produzidas, mas também para disseminar as sementes para outros; uma vez que este é mais valioso do que o cânhamo comum ” (Itálico acrescentado)

Volume 35, página 265, o mostra ainda amolando o jardineiro, a página 323 contém a carta a Sir John Sinclair mencionada na Primeira Viagem[1].

A teoria de personificação por Weishaupt, na medida em que pode ser agradável para alguns admiradores do General, não pode dar conta de tudo isto. Uma entrada do diário de 7 de agosto de 1765 (The Diaries of George Washington, Houghton-Mifflin, 1925), lê-se: “Comecei a separar o cânhamo masculino do feminino - demasiado tarde.” Esta é a passagem citada pelo deputado Koch, e lembrada por Saul Goodman no romance, a separação das plantas macho das plantas fêmea não é necessária para a produção de fibra de cânhamo mas é absolutamente necessária, se alguém quiser usar o florescimento das plantas femininas como maconha. E, nessa altura Adam Weishaupt ainda estava definitivamente na Bavária, ensinando direito canônico na Universidade de Ingolstadt.

Todos os dados acerca deste hobby do General Washington, inicialmente pesquisados por Michael Aldrich, Ph.D., de Mill Valley, Califórnia, foi redescobertos por Saul Goodman enquanto ele e Barney Muldoon foram empregados como pesquisadores pela American Civil Liberties Union em casos de teste procurando revogar todas as leis anti-maconha como inconstitucionais. À Agência de Investigações Privadas Goodman-Muldoon (que tinha sido formada logo após a demissão destes dois dignos cavalheiros do Departamento de Polícia de Nova York no meio da aclamação internacional relacionada com a sua solução do desaparecimento Carmel), foi oferecida a maior parte das melhores contas possíveis. Saul e Barney optaram, no entanto, pegar apenas os casos que realmente lhes interessavam; seu trabalho mais notável foi realizado como investigadores para advogados defendendo figuras políticas impopulares. Goodman e Muldoon, todos concordavam, tinham um talento nato para encontrar a evidência elusiva que poderia demonstrar uma armação mesmo para o júri mais cético e hostil. Muitos historiadores políticos dizem que foi em grande parte o seu trabalho, que manteve as figuras mais excêntricas e coloridas da extrema direita e da extrema esquerda fora das prisões-hospitais durante a grande febre da Saúde Mental / Psiquiatria Social do fim dos anos 70 e início dos 80.

Na verdade, as memórias de Rebecca Goodman de seu marido, He Opened the Cages, escrito durante a sua dor depois do ataque cardíaco dele em 1983, são quase tão populares nas classes de ciência política como o seu estudo de mitologia comparativa, The Golden Apples of the Sun, the Silver Apples of the Moon, nas classes de antropologia.

Zenarquia numa casca de noz

junho 24th, 2009 by vadept

ZEN é meditação

ARQUIA é ordem social

ZENARQUIA é a ordem social que provêm da meditação.

Zenarquia é um caminho do Zen aplicado a vida social. Uma aproximação não-combativa, não-participatória e não-política à anarquia que pretende fazer o estudante de ocultismo pensar.

A Zenarquia é nova apenas no nome. Ela é não apenas o Zen Bastardo da América – ela é o até agora inominável raio que ziguezagueia através da tradição Zen, ondulando com uma delirante provocação dentro e fora de várias seitas e escolas – estapeando um Imperador aqui, rejeitando um alto posto oficial ali, atirando um koan demolidor de regras acolá.

O Budismo Zen, por exemplo, tem suas próprias linhagens e práticas como uma disciplina espiritual, mas quando os poetas Americanos inicialmente tiveram contato com o Zen no começo dos anos 50 através das traduções e escritos de D.T. Suzuki, houve um grande salto em direção à espontaneidade, desprendimento e ausência de ego. O “Beat Zen” emergiu, um termo cunhado por Alan Watts, para uma aproximação fácil e leve, quase frívola, ao Zen. A Zenarquia trilhou seu caminho para dentro da cultura Ocidental, e um novo veículo foi necessário para fertilizá-la. Desta necessidade ‘nasceu’ o Discordianismo. (Merda faz as flores crescerem, e isto é bonito.)

Não é por acaso que as correntes culturais do Zen e o Anarquismo se uniram imediatamente quando o Zen veio para o Ocidente. Pois em nenhuma parte da história Ocidental a vida do eremita Oriental é mais estreitamente identificada do que no revolucionário dedicado, esquecendo todos os vínculos em prol de um único objetivo. E nenhum sábio Ocidental chega mais perto do sentido de vida entusiasmado do Anarquista do que o Mestre Zen.

Mas o Anarquismo, por si só, sempre quebra quando é aplicado. Pós-modernos viciados em jargões chamam ideologias (também conhecidas como “ismos”) , como o anarquismo “metanarrativas emancipatórias” (você acredita nisso ?) O que isto significa? Isto significa sistemas de crença equivalentes ao seguinte:

ACREDITE EM X, E VOCÊ SERÁ LIVRE. VOCÊ ALCANÇARÁ O PARAÍSO.

Revolucionários buscam a salvação na CAUSA –isto é similar à maneira que os religiosos operam – a CAUSA toma o controle de sua vida, se tornando mais importante que você é, mais importante do que ELES são.

A visão dos anarquistas, então, não irá se manifestar se aplicada diretamente na sociedade. Ela deve ser alcançada indiretamente como uma incidental sociológica resultante da sinergia coletiva de indivíduos vivendo livremente.

Se Anarquismo, porém, é sobre o indivíduo e como as suas ações dizem respeito à sociedade, como é que é possível trabalhar / relaxar, sem o conhecimento de quem você é e do quê você é capaz?

Autoconhecimento vem apenas do desafio, e o desafio traz crescimento. Desafie a você mesmo, e você conhecerá a si mesmo. E fazendo isso, você obterá significado de si mesmo. Discordianismo, quando praticado como uma disciplina / Dança oferece muitas oportunidades para o autodesafio e a mudança de personalidade (túnel-realidade).

No Japão feudal, havia os que eram conhecidos como guerreiros-eruditos. Sacerdotes-guerreiros e poetas – praticantes Zen do aprendizado e da guerra. Destruidores aculturados, combatentes iluminados. Este é o papel do Zenarquista.

Portanto, os mais profundos frutos desta união entre Zen e a Anarquia estão ainda para ser realizados. O que o Zen tem mais a oferecer ao Anarquismo é a liberdade AQUI E
AGORA. Não é mais necessário o sonho anarquista de um milênio utópico enquanto ele se esforça para superar o Estado – pois ele pode encontrar a liberdade no confronto, lutando para conhecer-se e internalizando o conhecimento que a liberdade está em todos os lugares para quem dança através da vida, em vez de rastejar, caminhar, ou correr.

Um dos personagens que aparecem nos escritos do benevolente Polipadre é Hung Mung, cujo nome significa Caos Primal, e por esta razão ele foi adotado como um sábio caoísta pela Sociedade Discordiana. Como tal, Hung Mung também é um Zenarquista Imortal, pois a Zenarquia está para o Discordianismo assim como o Zen está para o Budismo ou o Taoísmo.

Mais um blog…

junho 24th, 2009 by vadept

Como todos os mais próximos de mim sabem, estou numa fase um pouco carregada da minha vida, trabalhando mais do que deveria e estudando mais do que gostaria, logo não tenho tempo para coisas como este blog. Mas é uma necessidade continuar, então estarei dedicando meu pouco tempo livre a algumas traduções que considero importantes para a divulgação de alguns memes que me agradam. Vamos à primeira delas.

Olá, mundo!

junho 23rd, 2009 by vadept

Salve Éris! deliriocoletivo. Este é seu primeiro grito! Edite-o, Delete-o…Comece agora!